Mostrando postagens com marcador 2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2012. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sónar 3D




Vídeo de 13 minutos com o resumo da apresentação surpresa do Kraftwerk no Brasil

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Kraftwerk Sónar São Paulo 2012





SÃO PAULO - Às 23h30 de sexta-feira, 11, o Kraftwerk subiu ao palco do Sónar - Festival Internacional de Música Avançada e Arte New Media, no gigantesco galpão de exposições do Anhembi, com seus uniformes fosforescentes que lembram o futuro do filme Tron (1982), a primeira animação da era pré-computadorizada, um esboço do que seria o atual mundo digital. Mais de 15 mil pessoas com seus óculos testemunharam o primeiro show em 3D no Brasil, o primeiro com esse grau de tecnologia visual.

A banda alemã abriu com (We Are) The Robots, cartão de apresentação de um tempo de euforia espacial, um passado o qual eles foram os primeiros, na música, a enxergar com os óculos da distopia, da antiutopia. Depois de uma hora de show, havia quem assistisse já sem os óculos, interessado mais na música do que nas projeções. Um lugar menor talvez potencializasse mais os efeitos (a banda fez isso há pouco mais de um mês em Nova York, no Museu de Arte Moderna, o MoMA, com grande impacto).

Radioatividade, desumanização, Hiroshima, Fukushima, alimentação artificial, transgênicos, o carro ocupando o lugar do homem: tudo isso já tinha sido advertido pelo Kraftwerk em finais dos anos 1960, início dos anos 1970. Foram os primeiros a buscar o som de uma voz humana engolida pela máquina. Ao lado de Kubrick com seu 2001, Uma Odisseia no Espaço, eles denunciaram que o mistério não estava no monolito da tecnologia, mas na própria natureza humana.

Curioso que o Kraftwerk tenha proibido fotógrafos profissionais de registrarem seu show no Sónar - não há mais fotógrafos profissionais, todo mundo agora fotografa e grava com seus celulares e essa fronteira foi demolida. O protótipo de um computador de mesa antigo, um desktop, surgia na tela durante a música Computer World, enquanto no público as pessoas com iPads e celulares filmavam o show, um tipo de choque proposital entre obsolescência e atualização tecnológica.

O set list era uma compilação dos clássicos da banda (Man Machine, Autobahn, Radioactivity,Trans Europe Express, Numbers, Tour de France), e a performance dos quatro alemães em seus púlpitos de neon (que lembram os de pregação religiosa), com a voz "vocoderizada" de Ralf Hutter soando de vez em quando, lembrava porque a contribuição artística do Kraftwerk se equipara, em provocação, às de Joseph Beuys, Stockhausen, Marcel Duchamp, Andy Warhol, Gropius e outros que escanearam o futuro de forma irônica.

Não era apenas uma banda pop que estava ali, mas funcionava como tal, porque ao longo do seu percurso, os alemães institucionalizaram a dance music e foram responsáveis pelo surgimento de bandas como Human League, Depeche Mode, New Order, entre outros filhos do synth-pop.

O show do Kraftwerk foi histórico, mas o Sónar resolveu "abolir" a lei antifumo em recinto fechado e todo mundo começou a fumar alucinadamente, sem nenhuma atenção às recomendações da Prefeitura. O galpão virou um fog imenso. Havia banheiros em quantidade suficiente, mas muito longe dos palcos, especialmente o palco principal, e as diversas locações estavam mal sinalizadas.
A retrospectiva do Kraftwerk não foi igual à da sua última visita, quando abriram para o Radiohead, na Chácara do Jockey, em 2009. Foi modernizada, a batida é mais forte, o apelo dance ainda mais emprenhado pela tecnologia digital. Muito da força artística do Kraftwerk vem também de sua capacidade de enxergar o layout da pré-modernidade, de retirar as linhas mestras de trens, linhas férreas, usar o conceito primário de aerodinâmica como base de sua arte gráfica visual. Isso nunca foi equiparado na música pop.

Ao se despedirem, saindo um de cada vez, ao som de Music Non Stop, era como se ficasse um grande vazio no espaço, um vazio que nem toda a música que o Sónar projetasse para as próximas horas, os próximos dias, pudesse preencher. Alguns garotos diziam que pintou um certo tédio no final, mas o que é o Kraftwerk senão a reiteração crítica de nosso tédio metropolitano?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Kraftwerk traz 15 mil óculos ao Brasil para show em 3D







Banda alemã é uma das principais atrações do festival Sónar, que acontece em São Paulo nesta sexta e no sábado.

Em abril, o Kraftwerk fez oito shows no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York. Em cada performance, tocou um de seus discos na íntegra, de "Autobahn" (1974) a "Tour de France Soundtracks" (2003). Para acompanhar a música do grupo, foram elaboradas projeções em 3D. A série foi um sucesso, com ingressos esgotados em poucas horas.

Menos de um mês depois, um apanhado desses espetáculos será apresentado no Brasil. O Kraftwerk é a principal atração do festival Sónar São Paulo, que começa nesta sexta-feira (11). A apresentação será uma espécie de resumo do que foi tocado nos oito shows em Nova York. E aqui, assim como lá, o show será em 3D.

"Toda a tecnologia vem com a banda. Além dos telões e projetores, eles estão trazendo 15 mil óculos para distribuir entre o público", diz Chico Dub, da equipe artística do Sónar. "Quanto ao repertório, só a banda sabe exatamente o que vai tocar. Eles prometeram apenas um compilado de seus maiores sucessos."

Não será pouca coisa. Formado por Ralf Hutter e Florian Schneider em 1970 em Dusseldorf, na Alemanha, o Kraftwerk é uma das bandas mais importantes do século 20. Além de ser uma das pioneiras do uso da eletrônica na música pop, é influência fundamental no surgimento do rap e da disco.

Atualmente, apenas Hutter continua no grupo - Schneider abandonou o barco em 2009. Esta será a quarta visita da banda ao Brasil. A primeira foi no Free Jazz Festival de 1998. A segunda, no Tim Festival de 2004. A terceira, abrindo as apresentações que o Radiohead fez no país em 2009.

O Kraftwerk só foi confirmado no Sónar há pouco mais de duas semanas. Eles vêm no lugar da cantora islandesa Björk, que cancelou sua vinda ao Brasil por causa de problemas na garganta.

"Se o festival tivesse acontecido no ano passado, provavelmente não conseguiríamos fechar com o Kraftwerk tão rápido. Mas, como eles acabaram de fazer esta série de shows em Nova York e também estão trabalhando em um disco novo, nós conseguimos", comemora Chico Dub.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Kraftwerk, atração principal de última hora



Um papo com Ralf Hütter, único integrante da formação original do mitológico grupo alemão


A relação não é de Homem/máquina e sim entrevistador/entrevistado Mesmo assim, Ralf Hütter, do Krafwerk — que se apresenta no Sónar São Paulo, no próximo dia 11 —, parece disposto a inverter os circuitos e faz a primeira pergunta ao repórter, assim que a assessora de imprensa do grupo faz a conexão Rio-Berlim por telefone. 

— Olá. Nós nos conhecemos? Já conversamos antes? — quer saber ele. Negativo. Afinal, entrevistas com o Kraftwerk — principalmente com o único integrante da formação original do mitológico grupo alemão — são eventos raros. — E você já viu algum show do Kraftwerk? — emenda. Positivo. Dois shows no Brasil — no TIM Festival de 2004, no Rio, ao lado do Massive Attack, e na Praça da Apoteose, em 2009, abrindo para o Radiohead — e um na Inglaterra, em 1997, no festival Tribal Gathering. 

— Ah, foi ótimo tocar naquela praça desenhada por Oscar Niemeyer. Cheguei a estudar arquitetura, e ele foi uma grande inspiração — diz ele. — E aquele show no Tribal Gathering foi especial, marcou nossa volta aos palcos britânicos depois de uma longa ausência.

Sem telefone no estúdio

Cinco anos de ausência, mais precisamente. Antes disso, o Kraftwerk — que se apresentou recentemente, por oito dias, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), dentro da instalação “Retrospective 12345678” — vivia uma relação conflituosa com os palcos, sumindo deles com razoável frequência, por nem sempre conseguir traduzir ao vivo, em alto nível, o som dos discos e a estética visual pensada pelo grupo.

Só a partir do fim dos anos 1990, com o avanço da tecnologia, é que os shows do Kraftwerk passaram a ser menos esparsos. — Nossa relação com a tecnologia sempre foi intensa, e sofríamos muito quando não conseguíamos levar as idéias para o palco do modo como queríamos.

Era frustrante não ter o equipamento adequado — conta Hütter. — Mas hoje a tecnologia está no padrão que sempre pensávamos. É quase um sonho. U m s o n h o que inclui, diz ele, o formato 3D que marcou os concorridos shows em NY. — Os shows em 3D são um marco na nossa evolução. É perfeito para a nossa linguagem visual e deu um toque especial nas apresentações no MoMA.

A exposição e aqueles shows representaram uma espécie de ciclo que se completou para a banda, que nasceu num ambiente de arte em conexão com a música. Diferentemente de outras bandas, museus não são habitats estranhos para nós.

Mas como o Sónar São Paulo não é o MoMA e o Parque do Anhembi não é o seu átrio, o show do Kraftwerk no Brasil vai ser um pouco diferente daquele apresentado em NY. — Vamos fazer um resumo daquela retrospectiva, tocando músicas de diversos álbuns. Mas o 3D está garantido. Vamos levar todo o equipamento, inclusive os óculos.

Ironicamente para uma banda tão ligada em tecnologia, seu estúdio, o famoso Kling Klang, não possui telefones. Ao menos é o que diz a lenda em torno do robótico grupo, que evita esses aparelhos para não quebrar o estado de imersão completa quando seus integrantes estão trabalhando. — Não há mesmo telefones no estúdio.

Telefones eram muito intrusivos, você nunca sabia quem estava ligando. Isso mudou hoje, claro, mas mantivemos essa postura. Precisamos de concentração total para trabalhar. Depois que saímos dali, tudo volta ao normal. Essa reclusão não parece significar uma produção intensa.

Afinal, disco novo, o Kraftwerk não lança um desde “Tour de France soundtracks”, de 2003.— Mas estamos sempre trabalhando em novas ideias, inclusive para o próximo disco. É um processo contínuo, não há pressa — garante. Parte desse processo contínuo gerou, pelo menos, o recém- lançado aplicativo Kling lang Machine (para iPhone e iPad), que permite que o usuário produza sons sequenciados como se estivesse dentro do estúdio da banda

— Ele gera sons que vão se modificando à medida que a pessoa vai interagindo com eles. É um trabalho mais atmosférico do que explosivo — conta ele, que diz ter um iPad “apenas
para funções tradicionais”. — Não o uso para fazer música. Seria excessivo. É bom ficar um pouco desconectado.

Paixão por bicicleta

Para se desconectar ainda mais, Hütter gosta de andar de bicicleta, uma notória paixão dele e da banda, que inspirou o hit “Tour de France”, de 1983. — Sou o único da banda que ainda leva essa atividade a sério. Ando sempre que posso. É um prazer incrível e um ótimo exercício — conta ele, que teve um sério acidente nos anos 1980, sofrendo traumatismo craniano após cair da bicicleta. — Mas aquilo foi há muito tempo, numa época em que íamos de bicicleta atrás do ônibus da turnê quando nos aproximávamos de uma cidade.

Hoje, não consigo mais fazer isso. Não consegui nem andar no Central Park durante nossa temporada em Nova York. Em São Paulo também não vai dar tempo, já que vamos viajar de volta no dia seguinte ao show.

Antes de a entrevista ser encerrada pela atenta assessora do grupo, Hütter faz mais uma pergunta: — Você é do Rio, não? Positivo. — Adoro a energia e o ritmo da cidade. Apesar de estarmos distantes e virmos de outro contexto, sinto uma afinidade do Rio com o Kraftwerk. O som do baile funk é um exemplo disso. É uma combinação de ritmos muito interessante.
(C.A.)

Fonte

domingo, 29 de abril de 2012

Kraftwerk Sónar Brasil






Depois de arrebatar público e crítica no MOMA em NY, Kraftwerk fará estreia exclusiva na América do Sul de show antológico no Sónar São Paulo, no próximo dia 11 de maio.

O Sónar São Paulo tem o enorme prazer em anunciar o reverenciado grupo alemão Kraftwerk, o mais importante artista de toda a esfera da música contemporânea, como o headliner do primeiro dia do festival – 11 de maio.

Em atividade desde 1970, o Kraftwerk, famoso no mundo inteiro por conta de suas performances audiovisuais, fará no Sónar São Paulo um show especial em 3-D, uma experiência inédita no Brasil e que por enquanto só foi vista em Nova Iorque.

A banda que melhor soube prever o futuro do pop, desde 2005, quando fizeram uma performance em plena Bienal de Veneza, tem sido convidada para se exibir no contexto das artes visuais, especialmente museus. Mas nada se compara ao tratamento dado há cerca de duas semanas (10-17 de abril) pelo prestigiadíssimo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), quando durante 8 noites consecutivas, o Kraftwerk apresentou no átrio do museu o projeto “Retrospective 12345678", no qual apresentaram seu repertório completo – na íntegra e em ordem cronológica – e com acompanhamento visual em 3-D. Essa série de 8 shows foi vista por um público bastante reduzido, fazendo dela a mais disputada de todo o ano, por enquanto.

Kraftwerk é um dos nomes mais influentes não só da música dos últimos 40 anos (em especial o hip-hop e a eletrônica), mas de toda a arte contemporânea. Seus oito álbuns de estúdio – Autobahn (1974), Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977), The Man-Machine (1978), Computer World (1981), Techno Pop (1986), The Mix (1991) e Tour de France (2003) – são mais do que clássicos: são verdadeiros hinos da história recente mundial.

Formado por Ralf Hütter e Florian Schneider em 1970, na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, em cerca de 5 anos o grupo já havia alcançado amplo reconhecimento internacional. Suas revolucionárias “pinturas sonoras”, sua experimentação musical com sintetizadores, composições com rítmos robóticos, técnicas avançadas de loop e os temas que anteciparam o impacto da tecnologia na arte e no cotidiano, influenciaram os mais variados artistas, nomes como Afrika Bambaataa, Devo, Depeche Mode, FatboySlim, Chemical Brothers, Jay-Z e LCD Soundsystem – só para ficar entre aqueles que já samplearam o Kraftwerk em suas músicas.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dj Party






















sexta-feira, 6 de abril de 2012

A caixa preta




Aproveitando a "Kraftwerk - Retrospective 1 2 3 4 5 6 7 8" que acontecerá no MoMa em abril de 2012, O kraftwerk resolveu lançar uma edição especial do Box Katalog que foi lançando em 2009. 

Essa edição especial contém os 8 principais álbuns (remasterizados) da banda alemã em uma caixa preta com tiragem limita de 2.000 cópias. 

Aparentemente, essa edição especial não é muito diferente da versão anterior, a não ser pela mudança da cor branca pela preta.

A edição especial será vendida exclusivamente através do  Moma.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

UMF Miami 2012



Kraftwerk's Setlist 

Numbers
Computer World
We Are the Robots
Planet of Visions
Autobahn
Tour de France
Computer Love
Radio-Activity
Trans-Europe Express
Home Computer
Music Non Stop

quinta-feira, 1 de março de 2012

Kraftwerk at MoMA


Mostra leva Kraftwerk de volta para o futuro

Banda alemã tocará cada um de seus LPs em retrospectiva no MoMA de Nova York

Jon Pareles - The New York Times

Linhas de sintetizador repetitivas e pulsantes. Vozes robóticas. Isso é boa parte da música pop de 2012 — e era também o som, lá em 1974, do Kraftwerk, uma banda alemã que hoje pode dizer, com segurança, que viu o futuro. Com uma visão muito à frente do seu tempo, o Kraftwerk (termo em alemão que quer dizer “usina de força”) se instituiu nos anos 1970 como “o homem-máquina”, casando o impulso humano com a inflexível eletrônica na forma de ciborgues impassíveis. O grupo pode se afirmar como fundador do synthpop, da dance music eletrônica e até do hiphop.

As imagens geométricas estilizadas das capas de seus discos e dos seus shows misturaram de forma elegante ficção científica e retrofuturismo. Agora, o Museu de Arte Moderna (MoMA) apresenta a mostra “Kraftwerk —Retrospective 1 2 3 4 5 6 7 8,” de 10 a 17 de abril, com a banda tocando cada um de seus LPs — de “Autobahn” (1974) a “Tour de France soundtracks” (2003) — ao longo de oito noites.

O Kraftwerk já tinha uma carreira em 1974, quando uma edição de quatro minutos de sua canção “Autobahn” (que originalmente tem 22 minutos) se tornou um improvável sucesso mundial. A banda era parte de um movimento alemão conhecido como krautrock.

Seus primeiros discos traziam faixas longas e improvisadas, que uniam minimalismo e psicodelia, e tinham uma flauta tocada por Florian Schneider, que fundou o Kraftwerk com o tecladista Ralf Hütter (hoje, único membro original ainda na banda). “Autobahn” foi o ponto de virada, com a opção pela eletrônica, pela repetição e pelas letrascalmas e ambíguas.

Ao longo dos anos , o Kraftwerk falaria sobre transportes e tecnologia — uma rodovia, um trem, uma calculadora de bolso, um computador pessoal... — e deixaria seus ouvintes decidirem se eles estavam celebrando, ironizando ou alertando sobre os perigos de seus tópicos. No PS1, equipamentos antigos Seus instrumentos, que eram avançados, hoje parecem primitivos: sintetizadores analógicos e uma limitada bateria eletrônica. Mas o Kraftwerk foi se atualizando, incorporando sintetizadores digitais, animação computadorizada e artefatos de palco como os robôs que replicam os integrantes da banda.

Os shows do Kraftwerk serão no átrio principal do museu, onde cabem 450 pessoas. Eles terão cenários, vídeos em 3-D e alguma improvisação musical. Enquanto isso, a mostra com os equipamentos antigos de áudio e vídeo da banda — robôs incluídos — será incorporada a uma instalação visual e sonora no Performance Dome do MoMA PS1, de 10 de abril a 14 de maio.